segunda-feira, 19 de julho de 2010

Hubble captura estrela morrendo e com núcleo exposto


Hubble captura estrela morrendo e com núcleo exposto


A imagem combina observações de luz vermelha e azul Foto:  Divulgação

A imagem combina observações de luz vermelha e azul
Foto: Divulgação


As agências espaciais europeia (ESA, na sigla em inglês) e americana (Nasa) divulgaram uma imagem registrada pelo telescópio espacial Hubble de uma estrela em uma das fases finais de sua vida. O astro, similar ao Sol, fica na constelação de Cisne a cerca de 15 mil anos luz da Terra.

As agências afirmam que estrelas similares à nossa se tornam vermelhas gigantes e, quando esta fase acaba, elas começam a perder matéria para o espaço. Os arredores do astro ficam ricos em poeira e gás e a estrela se mantém relativamente fria (se comparada a outras).

A estrela ilumina essa nuvem de gás e poeira e emite grande quantidade de radiação infravermelha, foi dessa forma que ela foi observada pela primeira vez, em 1983. As agências explicam que como o astro continua a perder material, o núcleo quente fica exposto. A nuvem continua sendo afetada pela radiação e brilha, o que leva à formação de uma nebulosa planetária - o nome não tem nada a ver com a formação de planetas, elas são assim chamadas por parecerem com nossos "vizinhos" Urano e Netuno.

ESA e Nasa: Hubble registra "caldeirão de infusão cósmica"

Segundo agências espaciais, muitas estrelas emergiram dessa  infusão cósmica  Foto: Divulgação

Segundo agências espaciais, muitas estrelas emergiram dessa "infusão cósmica"
A NGC 2467 na verdade é uma grande nuvem de gás e poeira na qual  se formam diversas estrelas  Foto: Divulgação

A NGC 2467 na verdade é uma grande nuvem de gás e poeira na qual se formam diversas estrelas

Foto: Divulgação


Imagem do Observatório Europeu do Sul (ESO), divulgada em 2005,  combina registros de seis filtros (leia mais no link abaixo)  Foto:  Divulgação

Imagem do Observatório Europeu do Sul (ESO), divulgada em 2005, combina registros de seis filtros (leia mais no link abaixo)

Foto: Divulgação

Novos planetas

Telescópio que procura novos planetas faz primeiros registros


A primeira imagem registra pelo Trappist foi da nebulosa de  Tarântula, na Grande Nuvem de Magalhães - uma das galáxias mais próximas  da Via Láctea. ... Foto: ESO/Divulgação

A primeira imagem registra pelo Trappist foi da nebulosa de Tarântula, na Grande Nuvem de Magalhães - uma das galáxias mais próximas da Via Láctea
Foto: ESO/Divulgação

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O telescópio foi instalado no observatório La Silla, no Chile, e  será comandado em Liège, na Bélgica, a 12 mil km de distância  Foto:  Divulgação

O telescópio foi instalado no observatório La Silla, no Chile, e será comandado em Liège, na Bélgica, a 12 mil km de distância

Foto: Divulgação

O Trappist também registrou a região central do aglomerado de  estrelas Ômega Centauro, que tem cerca de 10 milhões de estrelas  Foto:  Divulgação

O Trappist também registrou a região central do aglomerado de estrelas Ômega Centauro, que tem cerca de 10 milhões de estrelas

Foto: Divulgação

O telescópio ainda observou a galáxia espiral Messier 83, na  constelação de Hidra. Apesar de ser 2,5 vezes menor que a Via Láctea,  ela é considerada muito similar à nossa galáxia  Foto: Divulgação

O telescópio ainda observou a galáxia espiral Messier 83, na constelação de Hidra. Apesar de ser 2,5 vezes menor que a Via Láctea, ela é considerada muito similar à nossa galáxia

Foto: Divulgação

O pequeno telescópio de 60 cm vai funcionar em conjunto com dois  irmãos maiores - o Coralie, de 3,6 m, e o suíço Leonhard Euler  Telescope, de 1,2 m - ambos também em La Silla. Apesar do tamanho, o  Trappist é equipado com filtros capazes de detectarem moléculas em  cometas. Além disso, o equipamento é capaz de acompanhar o céu em alta  velocidade e com grande precisão  Foto: Divulgação

O pequeno telescópio de 60 cm vai funcionar em conjunto com dois "irmãos" maiores - o Coralie, de 3,6 m, e o suíço Leonhard Euler Telescope, de 1,2 m - ambos também em La Silla. Apesar do tamanho, o Trappist é equipado com filtros capazes de detectarem moléculas em cometas. Além disso, o equipamento é capaz de acompanhar o céu em alta velocidade e com grande precisão

Foto: Divulgação

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Concepção artística mostra como seria um exoplaneta ao passar em  frente à sua estrela, bloqueando parte da luz emitida e, portanto,  diminuindo seu brilho  Foto: Divulgação

Concepção artística mostra como seria um exoplaneta ao passar em frente à sua estrela, bloqueando parte da luz emitida e, portanto, diminuindo seu brilho

Foto: Divulgação

Algumas das principais observações do telescópio podem ser  conferidas em gráficos. A curva indica a queda de brilho de uma estrela  causada pela passagem de um exoplaneta  Foto: Divulgação

Algumas das principais observações do telescópio podem ser conferidas em gráficos. A curva indica a queda de brilho de uma estrela causada pela passagem de um exoplaneta

Foto: Divulgação

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O Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês) anunciou que o Trappist (Pequeno Telescópio de Trânsito de Planetas e Planetesimais, na sigla em inglês), no observatório La Silla, no Chile, começou a fazer os primeiros registros de teste com sucesso. O projeto, desenvolvido em parceria com a Universidade de Liège (Bélgica) e com o Observatório de Genebra (Suíça), será dedicado ao estudo de sistemas planetários através de duas formas: a busca de planetas fora do Sistema Solar (exoplanetas) e também de cometas que orbitam o Sol.

Apesar de estar localizado no Chile, o pequeno telescópio de 60 cm será operado em Liège, a 12 mil km de distância. "Os dois temas (de pesquisa) do projeto Trappist são partes importantes de um campo interdisciplinar de pesquisa (a astrobiologia) que visa estudar a origem e a distribuição da vida no universo", diz o pesquisador Michaël Gillon, que lidera o estudo de exoplanetas do projeto.

"Planetas similares à Terra são alvos óbvios na busca por vida fora do Sistema Solar, enquanto cometas são 'suspeitos' de terem um importante papel no aparecimento e desenvolvimento da vida no nosso planeta", diz o também pesquisador Emmanuël Jehin, que lidera o estudo de cometas.

Ao contrário de muitas outras observações astronômicas, a pesquisa por exoplanetas não é caracterizada por belas imagens. Às vezes, os dados mais importantes aparecem em gráficos de observações dos telescópios. Os planetas fora do Sistema Solar podem ser encontrados por um pequeno decréscimo de brilho em sua estrela - isso acontece quando ele passa em frente à estrela, bloqueando parte da luz. Quanto maior o planeta, mais ele bloqueia a passagem de luz, fazendo com que o brilho caia mais e, portanto, mais facilmente ele é detectado.

Para registrar cometas, o telescópio foi equipado com filtros especiais largos e considerados de alta qualidade, o que permite aos astrônomos registrarem a presença de diversos tipos de moléculas nos cometas durante sua viagem ao redor do Sol.

O Trappist vai funcionar integrado a outros dois telescópios bem maiores - o Coralie, de 3,6 m, e o suíço Leonhard Euler Telescope, de 1,2 m - ambos também em La Silla. Além disso, o novo observador foi instalado na construção que abrigava o antigo T70, da Suíça. O ESO afirma que a colaboração entre as três instituições possibilitou a rápida realização do projeto - foram dois anos entre a decisão de construí-lo e os primeiros registros. O equipamento é robótico e totalmente automatizado, podendo percorrer o céu com alta velocidade e precisão.

Pesquisa: gelo em asteroide pode explicar origem dos oceanos

Concepção artística do asteróide 24 Themis com dois outros  pequenos asteróides ao seu lado  Foto: Gabriel Pérez, Instituto de  astrofísica de Canárias/Divulgação

Concepção artística do asteróide 24 Themis com dois outros pequenos asteróides ao seu lado
Foto: Gabriel Pérez, Instituto de astrofísica de Canárias/Divulgação

A descoberta de um asteroide com água congelada em sua superfície em meio de corpos rochosos que orbitam entre Marte e Júpiter poderá permitir conhecer melhor a origem dos oceanos terrestres e o passado do sistema solar, de acordo com estudos divulgados nesta quarta-feira.

"O gelo de água é bem mais frequente nos asteroides do que se pensava e pode até existir em seu interior", concluem Andrew Rivkin (Universidade John Hopkins, Estados Unidos) e Joshua Emery (Universidade do Tennessee) em seu estudo publicado na revista científica Nature.

Trabalhos anteriores levaram a supor que "a água que existe atualmente na Terra seria proveniente de asteroides", mas "até agora nenhum registro desta presença havia sido feita", lembra Humberto Campins (Universidade da Flórida Central, Orlando, Estados Unidos) na mesma revista.

Graças ao telescópio de raios infravermelhos situado no cume do vulcão Mauna Kea, no Havaí, as duas equipes de astrônomos estudaram a luz refletida pelo grande asteroide 24 Themis iluminado pelo Sol, situado a cerca de 480 milhões de km (3,2 vezes a distância da Terra ao Sol).

A um comprimento de onda de cerca 3 microns, as duas equipes descobriram uma característica que mostra a presença de uma fina camada de gelo associada a moléculas orgânicas (com base de carbono). Como o espectro luminoso permaneceu constante durante a rotação, Humberto Campins e seus colegas deduziram que o gelo e os materiais orgânicos estão amplamente espalhados pela superfície do asteróide de 200 km de extensão.

"A grande presença de gelo na superfície do 24 Themis é um tanto inesperada", ressaltam, porque os corpos rochosos do cinturão de asteroides foram considerados próximos demais do Sol para que o gelo permanecesse neles, mesmo a uma temperatura média de entre -70 e -120° C.

Poderia ter evaporado como acontece com o gelo dos cometas. Mas poderia existir sob a superfície um reservatório de água congelada, datando da formação do sistema solar, realimentando regularmente a película congelada externa, frisa Campins.

Para o astrônomo Henry Hsieh (Universidade Queen's, Belfast), a descoberta de gelo testemunha do passado é "o equivalente astronômico" ao surgimento, em 1938, de um coelacanthe vivo, peixe pré-histórico que os paleontólogos acreditavam estar extinto.

Será mais fácil saber se a água dos oceanos terrestres tiveram origem nos asteroides, levando-se em consideração sua composição (proporção de deutério, um isótopo do hidrogênio), indica em um comentário publicado na Nature.

Os cientistas chegaram à conclusão pela constância observada no espectro de luz, apesar da rotação dos asteroides, de que o gelo e o material orgânico estavam espalhados uniformemente por toda a sua superfície.

AFP

Asteroides "batidos" podem ter relação com morte de dinossauro

Astrônomos localizaram um objeto semelhante a um cometa que pode ter sido criado pela colisão de dois asteroides, possivelmente "irmãos" da rocha desgarrada que é suspeita de ter matado os dinossauros há milhões de anos.

O objeto, batizado de P/2010 A2, descrevia uma órbita a 144 milhões de quilômetros da Terra, no cinturão de asteroides que existe entre Marte e Júpiter, quando foi visto na semana passada pelo Telescópio Espacial Hubble.

"A verdade é que ainda estamos lutando para entender o que isso significa", disse Reuters o cientista David Jewitt, da Universidade da Califórnia, Los Angeles, nesta terça-feira à Reuters. "É muito provavelmente o resultado de uma colisão recente entre dois asteroides."

Segundo ele, seria a primeira vez que uma colisão desse tipo é flagrada.

O objeto parece um cometa, mas seu núcleo está separado da cauda, que "tem uma aparência muito estranha, como nunca vimos antes", segundo Jewitt.

O estudo desse objeto - e a busca por outros semelhantes - pode melhorar a compreensão científica sobre como os asteroides se quebram, uma informação que pode ser útil para evitar uma eventual colisão de um asteroide contra a Terra.

"O que queremos entender é como os asteroides batem uns nos outros e se destroem", disse Jewitt.

Os cientistas acreditam que um asteroide ou cometa gigante atingiu a Terra cerca de 65 milhões de anos atrás, e que isso pode ter criado nuvens de poeira ou produtos químicos que bloquearam a luz solar ou geraram incêndios de magnitude global, o que por sua vez pode ter ligação com a extinção dos dinossauros.

Cálculos mostram que a órbita do P/2010 A2 está relacionada ao grupo de asteroides da chamada família Flora, a mesma que produziu o asteroide que atingiu a Terra.

A Nasa (agência espacial dos EUA) está catalogando pelo menos 90% dos estimados mil objetos que se aproximam da Terra e que têm diâmetro superior a um quilômetro. O orçamento da agência para o ano fiscal que começa em outubro prevê um aumento anual de 16 milhões de dólares para ampliar essa tarefa.

Reuters

Asteroide próximo à Terra

Sonda da Nasa detecta asteroide próximo à Terra

A sonda "Wise", operada pela Nasa, detectou um asteroide próximo à Terra, informou hoje a agência espacial americana.

Este é o primeiro das centenas de objetos próximos ao planeta que se espera que a sonda detecte em sua missão de varrer o espaço com sensores infravermelhos.

"Não existe nenhum risco de este asteroide impactar a Terra", ressaltou a Nasa em um comunicado.

O corpo celeste, batizado com o nome de 2010 AB78, foi descoberto pela "Wise" em 12 de janeiro.

Os instrumentos da sonda observaram o asteroide durante um dia e meio, até que ele saiu de seu campo de visão.

Posteriormente, os cientistas utilizaram o telescópio de um observatório do Havaí para confirmar a descoberta, destacou a Nasa.

"Estamos encantados por achar nosso primeiro objeto próximo à Terra", disse Amy Mainzer, cientista da missão no Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da agência espacial.

Mainzer explicou que há muitas sondas que buscam objetos desse tipo próximos à Terra, mas todos com luz visível.

No entanto, alguns asteroides são escuros e não refletem muito a luz solar. Mas como têm temperatura, podem ser detectados por instrumentos com sensores infravermelhos.

Neste momento, o asteroide encontra-se a cerca de 158 milhões de quilômetros da Terra. Calcula-se que seu diâmetro seja de aproximadamente um quilômetro e que gire em torno ao sol em uma órbita elíptica.

Fonte:Terra

Asteroide muda de forma ao ser aquecido por Sol, diz estudo

O cinturão de asteroides principal é uma baderna rochosa cósmica, repleto de pequenos corpos cujo tamanho e forma se originam de colisões ao longo de bilhões de anos. Mas o impacto não é a única coisa que pode afetar a aparência de um asteroide, pois se uma rocha for pequena o suficiente, a luz também pode afetá-la.

Cientistas estudando imagens de um asteroide do cinturão principal chamado 2867 Steins, com 4,8 km de diâmetro, afirmam que seu formato distintivo - uma forma cônica que se parece com um diamante lapidado como brilhante - se deve provavelmente a um fenômeno chamado efeito Yarkovsky-O¿Keefe-Radzievskii-Paddack.

O termo (felizmente abreviado para YORP) se refere à mudança na taxa de rotação de um corpo pequeno quando sua superfície irregular emite fótons térmicos depois de aquecido pela luz do sol. Esses fótons produzem uma quantidade muito pequena de torque, que pode desacelerar ou acelerar a rotação.

Horst Uwe Keller, do Instituto Max Planck para Pesquisa no Sistema Solar, na Alemanha, e seus colegas, examinaram imagens tiradas pela missão Rosetta, da Agência Espacial Europeia, ao passar próximo ao asteroide em 2008.

Em um artigo na Science, eles afirmam que o 2867 Steins é provavelmente uma pilha de escombros de asteroides - uma aglomeração de partes e pedaços, não uma rocha única. Eles sugerem que, em algum momento na história do asteroide, o efeito Yorp aumentou sua rotação, fazendo com que boa parte de seu material deslizasse em direção ao equador e criasse um formato de diamante.

Tradução: Amy Traduções

The New York Times
The New York Times